Qual é a diferença entre economia de energia e eficiência energética?

Eficiência Energética - 01/01/2023

Prime Energy
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Qual é a diferença entre economia de energia e eficiência energética?

Com os altos preços da conta de luz, empresas e clientes residenciais buscam alternativas para a redução dos gastos com energia. No entanto, encontrar alternativas viáveis para esse objetivo pode não ser tarefa muito simples.

 

Nessa busca, muitos consumidores investem em ações de economia de energia e eficiência energética. Mas você sabe quais são as diferenças entre esses conceitos?

A economia de energia

Toda economia de energia parte do princípio básico de diminuir a utilização de um recurso e, consequentemente, diminuir a quantidade que se paga por esse produto. No entanto, a economia de energia pode afetar diretamente o modo como esse recurso é utilizado, uma vez que pode significar uma diminuição da produtividade.

 

Eficiência Energética

À primeira vista, ela pode parecer apenas um nome para a utilização racional dos recursos energéticos. No entanto, a eficiência energética trata de uma análise integrada de como garantir uma máxima eficiência dos equipamentos e recursos com mais inteligência.

Assim, eficiência energética consiste em utilizar a energia de maneira mais racional, obtendo a mesma entrega de serviço/performance, ou até superior, com menor consumo. O conceito pode ser aplicado em diversos níveis:

 

  • Equipamentos e tecnologias (motores elétricos, iluminação, condicionamento de ar);
  • Edificações e processos produtivos;
  • Infraestrutura de redes, incluindo transmissão e distribuição;
  • Comportamento e hábitos de uso da energia.

Sob essa perspectiva, eficiência não se limita a “economizar”, mas a reduzir perdas ao longo da cadeia energética e aprimorar a conversão de energia primária em energia útil. É, portanto, uma medida de produtividade energética.

 

  • Vejamos um exemplo: Um supermercado identifica que seus freezers de laticínios estão consumindo muita energia, pois são de um modelo aberto, sem portas. Pela perspectiva da economia de energia, uma solução seria trocar este equipamento por um de portas fechadas, que fosse mais econômico, certo?
  • No entanto, essa análise desconsideraria o fato de que o freezer aberto também afeta o resfriamento do ambiente do supermercado como um todo, fazendo com que o sistema de refrigeração geral trabalhe com um consumo específico de energia. Por isso, seria necessário entender o cenário como um todo para avaliar qual é a forma de garantir o melhor gasto energético e obter o resultado esperado de resfriamento para as partes corretas.

Entendeu como essas duas iniciativas visam solucionar problemas bem diferentes?

 

Eficiência Energética na Indústria

No contexto industrial, a Eficiência Energética é fundamental. De forma direta, ela: reduz custos operacionais, aumenta a competitividade e contribui diretamente para a redução de emissões.

 

Ao adotar ações como a modernização de equipamentos, o uso de motores e sistemas mais eficientes, a automação de processos, o monitoramento contínuo do consumo de energia e a capacitação dos colaboradores, as empresas conseguem produzir mais com menos energia.

Além disso, práticas de eficiência energética diminuem as emissões de gases de efeito estufa, ajudam no cumprimento de exigências regulatórias e fortalecem a imagem da indústria perante o mercado e a sociedade.

 

Benefícios ambientais

A eficiência energética também possui um papel importante no enfrentamento dos desafios ambientais. Afinal, ela se apresenta como uma das formas mais eficientes de mitigação climática: ao consumir menos energia, reduz-se automaticamente a necessidade de geração adicional, especialmente em momentos em que o sistema recorre a fontes mais caras ou emissoras (como termelétricas).

 

Assim, a diminuição da demanda pode aliviar o sistema em horários críticos, reduzindo riscos de sobrecarga e melhora a resiliência da infraestrutura.

 

A eficiência energética é aplicável a todas as fontes?

Sim! A eficiência se aplica a todas as fontes: solar, eólica, hidrelétrica, nuclear, biomassa e térmicas. Em cada uma delas, há oportunidades de aperfeiçoamento tecnológico e operacional, sempre com foco na minimização de perdas.

 

É importante acrescentar que a eficiência energética não substitui as fontes renováveis ou a expansão do sistema, mas constitui um pilar fundamental da transição energética, com capacidade comprovada de reduzir custos, emissões e pressões sobre a infraestrutura.

 

Reconhecer seu valor e incorporá-la de forma sistemática ao planejamento e à gestão energética é uma condição essencial para construir um setor mais sustentável, resiliente e competitivo.

 

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