Energia, custos e clima: análise sobre desafios que impactam o Agro no Brasil e como superá-los

Geração Distribuida - 13/05/2026

Prime Energy
Prime Energy

O setor agropecuário ocupa uma posição estratégica no Brasil, sendo responsável por grande parte do suprimento de grandes indústrias, matérias-primas, alimentos e contribuindo pra iniciativas e geração de energia renovável.

 

Nos últimos anos, esse setor atravessa uma fase de intensa modernização, incorporando tecnologias que aumentam a produtividade e a eficiência das operações (máquinas, diversificação de produtos etc.).

 

Como consequência, observa-se um crescimento significativo na demanda por energia elétrica, essencial para o funcionamento de sistemas de irrigação, armazenagem, processamento e automação agrícola.

🌾A importância do agro e seu papel duplo 

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o agronegócio responde por cerca de 5% do consumo total final de energia do Brasil, considerando apenas o uso direto nas propriedades rurais e agroindústrias primárias.

 

Um aspecto singular do setor é seu papel duplo: além de consumidor, o agro é também grande produtor de energia. Atividades ligadas à produção de cana-de-açúcar (etanol, bagaço), biodiesel, biogás e biomassa florestal fazem com que o agronegócio seja responsável por cerca de 60% de toda a energia renovável ofertada no país, segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN 2025).

Como é o perfil de produção do Agro brasileiro?

Embora não haja um único perfil produtivo para o setor, podemos compreender a produção agropecuária brasileira como regionalmente especializada, consequência de uma série de fatores, como: fatores climáticos, logísticos e históricos. Nesse sentido, alguns destaques, são:

  • Centro-Oeste: principal fronteira agrícola do país, liderando a produção de soja, milho e algodão, com destaque para Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. A região concentra o maior valor da produção agrícola nacional.
  • Sudeste: forte na cana-de-açúcar (São Paulo), café (Minas Gerais e Espírito Santo), laranja e horticultura. SP e MG estão entre os três estados com maior valor da produção agropecuária.
  • Sul: referência na produção de grãos (soja, milho, trigo) e na pecuária intensiva (frangos e suínos), principalmente no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  • Nordeste: destaque para fruticultura irrigada, algodão (Bahia), cana-de-açúcar (Alagoas e Paraíba) e produção de grãos no MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
  • Norte: expansão da pecuária bovina, mandioca, açaí e cacau, com forte peso do Pará e Rondônia.

Quais atividades do agro que mais consomem energia?

O consumo energético no agro varia conforme o grau de tecnificação, irrigação e processamento. Mas, de forma geral, podemos dizer que as atividades mais intensivas são:

  • Irrigação agrícola: sistemas de bombeamento, especialmente pivôs centrais, são os maiores consumidores de eletricidade no meio rural, fundamentais para grãos, frutas e hortaliças.
  • Pecuária intensiva: granjas de aves e suínos demandam energia constante para climatização, ventilação, iluminação e automação, com impacto direto no custo de produção.
  • Pós-colheita e armazenagem: secagem de grãos, câmaras frias, silos e refrigeração de produtos perecíveis (leite, carne, frutas).
  • Agroindústria: moagem, processamento de alimentos, usinas de açúcar e etanol e indústrias de papel e celulose concentram grande uso energético, muitas vezes suprido por biomassa própria.

Quais são principais impactos para o setor quando há problemas relacionados a energia?

A instabilidade da energia é um dos grandes problemas que podem afetar a continuidade de ações no campo, seja para irrigação, colheita e demais atividades. De acordo com o relatório de P&D publicado em 2025, isso se traduz em problemas, como:

  • Paradas de irrigação em períodos críticos de cultivo
  • Perda de produtividade
  • Custo de manutenção corretiva e troca de equipamentos
  • Despesas com geradores e sistemas de proteção adicionais

Quais são as soluções disponíveis para auxiliar nos desafios do Agro?

Sem precisar investir em painéis solares ou infraestrutura, os produtores desse setor podem ser beneficiados pelo serviço de Energia por Assinatura, da Shell Energy, entregue pela Prime Energy. Nele, as empresas podem obter um percentual de desconto na conta de luz e assim reduzir o valor que gastam com energia.

 

Com a facilidade da adesão digital, a Energia por Assinatura é uma das soluções Shell Energy entregues pela Prime Energy, combinando solidez e experiência no mercado brasileiro.

 

Clique no banner abaixo e conheça:

 

Conheça algumas de nossas Usinas

O serviço de energia por assinatura é diretamente ligado a área de concessão de algumas distribuidoras. Nesse sentido, destacamos que nosso serviço atende as necessidades de empresas que estão sendo atendidas pelas seguintes concessionárias: Equatorial (Goias), CEMIG (Minas Gerais), RGE (Rio Grande do Sul), Energisa MS (Mato Grosso do Sul), CPFL Paulista | Elektro, CPFL Santa Cruz (São Paulo), Coelba (Bahia), Copel (Paraná), Equatorial (Piauí); Energisa MT (Mato Grosso) e CEB (Distrito Federal).

 

  • Bahia (Milagres)

 

  • Goiás

 

  • Piauí (Castelo do Piauí)


Qual é a principal vantagem do serviço de Energia por Assinatura?

Redução do custo nos gastos com energia elétrica sem a necessidade de investimento ou qualquer custo com instalação/manutenção.

 

Além disso, esse é um serviço 100% digital e com usinas de energia renovável, aliando praticidade com a valorização de fontes limpas.

 

E quem já tem placas solares instaladas, pode ter o desconto?

Sim, e isso pode ser muito vantajoso. Afinal, muitas empresas que já possuem geração solar, agora enfrentam as novas regras de taxação do sistema, que no ano de 2025 chegou a 45%. As regras fazem parte da Lei 14.300 e, na prática, podem fazer com que a economia estimada com a instalação dos sistemas solares tenha sofrido variação.

 

Se esse for o seu caso, saiba que a economia da Energia por Assinatura pode ser uma alternativa acessível, fazendo com que seu negócio mantenha as vantagens que uma economia expressiva na conta de luz pode oferecer.

 

Por que o desconto pode chegar até 25*% e o que é energia compensável?

No serviço de Energia por Assinatura, o percentual de desconto pode variar de acordo com a distribuidora local e a dinâmica de compensação de créditos.

 

*Ele é calculado a partir de uma fórmula matemática auditável que compara o custo do volume de créditos compensados pela alocação no consórcio (considerando a não incidência de bandeiras tarifárias), e o custo que o cliente teria se ainda consumisse o mesmo volume de energia diretamente da distribuidora.

 

Na prática: para todo o kWh compensado, o cliente pagará em média 17% menos do que ele pagaria à distribuidora, considerando nosso portfólio de usinas. A economia pode aumentar a depender da bandeira tarifária vigente, atingindo em média 25% de desconto, já que isentamos o cliente desse custo adicional.

 

Fontes utilizadas neste artigo:

https://agro.fgv.br/observatorio-de-bioeconomia/publicacoes

Produção Agropecuária – Portal Embrapa

Veja quais são os principais produtos agrícolas em cada Estado | Brasilagro

Apresentação P&D Brasil