Usinas leiloadas vão impactar nos custos do Mercado Cativo de Energia

Judicial - 08/12/2015

Prime Energy
Research

Os distribuidores de energia acreditam que repactuar o risco de geração das usinas hidrelétricas não trará pontos negativos para empresas e consumidores. Entretanto já estão preparados para os possíveis impactos do leilão de concessões existentes sobre os custos com os quais terão de arcar até os reajustes tarifários anuais das empresas.

O certame realizado no dia 25 de novembro elevou o preço médio da energia das 29 hidrelétricas que estavam em sistema de cotas. Os valores subiram de R$ 37,00/MWh para R$ 124,88, devido à inclusão no preço do pagamento do bônus de outorga.

Os valores que seriam pagos antes e após o leilão apresentam diferenças significativas, pois as distribuidoras que tiverem um descasamento de caixa muito forte terão de pedir Revisão Tarifária Extraordinária caso não suportem a CVA (o custo financeiro resultante da variação de itens, como compra de energia ao longo do ano) até a data do reajuste tarifário. Em 2015, parte do descasamento do fluxo de caixa das empresas foi coberta por uma RTE, aumentando, assim, as tarifas para o consumidor em média de 23%.

Ainda não temos informações precisas sobre quais distribuidoras serão afetadas e em que medida sentirão esse impacto. Outra questão é o tempo que as empresas vão levar até receber de volta na tarifa o que pagaram a mais pela energia das usinas. Distribuidoras cujo reajuste está definido para o final do ano, como a Light, devem ter impactos maiores sobre o custo repassado aos consumidores.

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