Quase 70 mil consumidores de alta tensão poderão migrar para o ACL

Abertura do mercado de energia - 17/01/2022

Prime Energy
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As novas regras de acesso ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) permitem que cerca de 70 mil novos clientes façam a migração. É o que mostra o levantamento feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com consumidores de alta tensão, como indústrias ou shopping centers, que têm carga acima de 500 kW.

Como fonte, o levantamento utilizou dados dos meses de janeiro, julho e novembro de 2020, do Sistema de Inteligência Analítica do Setor Elétrico, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Foram excluídas as consumidoras que migraram para o ACL até o final do primeiro semestre de 2021.

A migração do mercado regulado para o livre, até o momento, é permitida apenas para consumidores em alta tensão com carga a partir de 500KW. Para a Câmara Comercializadora de Energia Elétrica, entre os segmentos analisados, faltam mais ofertas de contratos que garantam uma conta mais barata, simples e com risco reduzido. Outro fato a ser considerado é que essas empresas não têm equipes dedicadas à gestão de compra e venda de energia, função que pode ser exercida por um comercializador varejista.

O potencial de adesão apontado pela CCEE é de 175.632 novas unidades, quando todo o Grupo A estiver apto a escolher seu fornecedor de energia elétrica. O segmento tem um consumo médio de 8.653 MW e poderia ampliar a participação do mercado livre no sistema elétrico para até 46%.

A queda das barreiras de acesso ao ACL deve alcançar, no futuro, também os clientes de baixa tensão, hoje limitados ao ACR (Ambiente de Contratação Regulada). Segundo a CCEE, caso as mais de 11 milhões de unidades consumidoras não residenciais do chamado Grupo B também migrem para mercado livre, a participação no mercado total ficará em 59,1%.

Para a vice-presidente do Conselho de Administração da CCEE, Talita Porto, a atuação do agente varejista é importante no processo de abertura do mercado porque ele vai cuidar da parte burocrática e tornar a comercialização mais atrativa, simples e segura para os consumidores, assumindo parte dos riscos associados às volatilidades do mercado.

Porto também reforçou que a abertura do mercado é importante, mas a Câmara defende que ela seja feita de forma ordenada.

 

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