Minas Gerais consome mais no Mercado Livre do que no cativo

Mercado Cativo de Energia - 07/06/2021

Prime Energy
Prime Energy

A energia consumida em Minas Gerais foi, pela primeira vez, mais volumosa no mercado livre de energia do que no mercado cativo. Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), a demanda do ACL foi de 51% do total. Minas é o segundo estado depois do Pará que consome 56% de sua energia no ambiente cativo, graças aos grandes projetos da indústria de alumínio.

A Abraceel aponta que o estado deverá ver investimentos de mais de R$ 20 bilhões até 2025 na construção do parque gerador. Esse montante deve expandir a oferta em mais 5 GW. Essa expansão se alicerça especialmente na fonte solar, que corresponderá a cerca de 92% da geração dos 5 GW. A maior parte, 93% desse parque, é destinada ao mercado livre, responsável por R$ 18 bilhões dos recursos investidos.

São Paulo, Espírito Santo e Paraná têm um parque industrial mais diverso e ocupam a terceira colocação, com 36%. Bahia e Santa Catarina estão no quarto posto, com 34%. E, em quinto, o estado de Goiás, com 32%.

O Ranking Mundial de Liberdade Energética, produzido pela Abraceel, aponta que, entre as 56 maiores economias analisadas no mundo, o Brasil figura na 55ª posição. Caso o Projeto de Lei (PL) 414 avance, pode chegar à quarta posição, dando um importante passo na competitividade da economia, ficando atrás apenas do Japão (1º), Alemanha (2º) e Coréia do Sul (3º).

A entidade cita estudo da equipe de inteligência técnica do Centro de Liderança Pública (CLP), que aponta a possibilidade de injeção de R$ 11 bilhões até 2022 e aumento do PIB em até 0,5% até 2024 com o PL.