Ibope demonstra aumento do interesse pelo mercado livre de energia em 2019

21/08/2019

Prime Energy
Research

A diminuição dos preços é vista como um grande benefício para a maior parte da população

Com intuito de entender como a população brasileira compreende as possibilidades disponíveis no mercado livre de energia, principalmente em relação à escolha de fornecedores e à intenção de se produzir energia elétrica de forma autônoma, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL) divulgaram, no dia 12 de agosto, Pesquisa de Opinião Pública 2019.

O resultado, divulgado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na cidade de São Paulo, comprova os indicativos no País em relação aos crescentes consumidores que apresentam contragosto aos gastos com energia elétrica e que se interessam pelo poder de optar pela fornecedora de energia que mais lhes agradam.

O alto valor dos preços de energia atinge o percentual de 87% da população do País, que considera caros ou muito caros os valores cobrados. A impressão de que há um exagero nos impostos embutidos nos preços aumentou para 65%.

Como saída, a prática de economia nas residências é comum, na maior parte das vezes, para que a conta de luz não atrapalhe o orçamento mensal. Medidas como “apagar as luzes”, “desligar os aparelhos da tomada” ou “diminuir tempo no banho” são as mais comuns.

O índice dos brasileiros que desejariam independência para optar pelo seu fornecedor de energia elétrica é elevado, chegando a 79%. Em comparação ao ano anterior, há um aumento de 10%. Dentre indivíduos com maior grau de escolaridade ou maior renda, a porcentagem chega a 82%, demonstrando grande quantidade de interessados no mercado livre de energia. Também existe um interesse em gerar energia em casa.

Os resultados indicam a ideia de que o mercado livre de energia pode contribuir com a redução dos preços, segundo 57% dos participantes.

A abertura do setor de energia está presente no País, mas ainda é limitada a consumidores com gasto elevado, como indústrias ou empresas de médio e grande porte. Essas corporações já atingiram cerca de R$ 185 bilhões em economia nos últimos 16 anos.

Reginaldo Medeiros, presidente da ABRACEEL, que solicita anualmente essa pesquisa, apoia a convergência entre os interesses da população e o mercado livre no Brasil, que deve caminhar com a tendência mundial. “Países desenvolvidos abriram seus mercados de energia e desfrutam de uma economia e de um crescimento de produção que o nosso mercado também merece”, aponta.

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