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Gasto com conta de luz é considerado caro pelos consumidores

  • 12/02/2020

Estudo aponta que consumidores acham energia cara e que consumidores do mercado livre de energia pouparam R$185 bilhões nos últimos 16 anos. Saiba mais.


Quando o assunto é orçamento fixo mensal, o peso da energia elétrica é grande. Segundo pesquisa da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), realizada com o Ibope, em agosto do ano anterior, 64% dos consumidores brasileiros fazem esforços para economizar, enquanto 87% consideram a energia bem cara, seja no contexto urbano ou rural.

Atualmente, o gasto médio mensal com energia elétrica é de 20% do salário mínimo (R$ 1.039,00). Durante o verão, esse número tende a aumentar pelo uso de equipamentos como o ar-condicionado, segundo informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Foi registrado crescimento de 7% do valor de energia em novembro do último ano, no Distrito Federal, de acordo com a Companhia Energética de Brasília (CEB). Vale destacar que esse valor é anterior à chegada do verão.

A empresa brasileira Renovigi já comercializou 800 mil painéis solares pelo País desde 2012. Sua CEO, Alcione Belache, aponta para os altos impostos para falar sobre os preços das contas. “O consumidor paga pela compra de energia, os serviços de transmissão, a distribuição e, por último, os encargos setoriais”, afirma.

A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), subsídio pago pelos consumidores de energia, está em discussão na consulta pública, aberta em outubro, apresentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo Alcione, por essa razão, há uma espera do executivo por um aumento de 2,42% na conta de energia para 2020.

Redução das contas

Os consumidores que diminuírem o gasto de energia em horários de concentração de consumo terão descontos nas contas, que, desde 1º de janeiro, estão com taxas para residências e pequenos comércios em tarifa branca. A medida foi anunciada pelo governo no final de 2019 e é uma tática para baixar os custos.

Há outra possibilidade sendo utilizada em nível mundial e apontada por especialistas: a energia renovável. A longo prazo, ela pode garantir o uso e reduzir o custo da energia elétrica.

A Organização das Nações Unidas (ONU) aponta a energia solar como uma das principais renováveis em relação a outras fontes de energia elétrica. Renovigi, responsável pelo lançamento do projeto “Minha Energia Vem do Sol”, de 2018, enfatiza esse dado importante relativo à sustentabilidade. 

Belache evidencia as inúmeras vantagens da energia solar, desde a economia até a liberdade de escolha e produção. Segundo ela, até 95% da conta pode diminuir com o uso dessa energia sustentável.

Os consumidores livres puderam poupar, segundo estudo realizado pelo Ibope em parceria com a Abraceel, R$185 bilhões nos últimos 16 anos.


Tags: Energia Mercado Livre de Energia Elétrica Preço de Energia

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