Entenda as diferenças entre a energia convencional e a incentivada

Energia Convencional e Incentivada - 24/08/2023

Prime Energy
Prime Energy

O crescimento do ACL (Ambiente de Contratação Livre) indica uma tendência das unidades consumidoras em buscar alternativas que possibilitem a utilização de fontes de energia mais sustentáveis aliadas a uma maior previsibilidade de custos e maior garantia de eficiência energética. Neste sentido, é importante avaliar qual a melhor forma de contratação.

Embora a legislação ainda imponha algumas restrições, limitando a adesão a um ou outro regime em relação à carga, consumidores do MLE (Mercado Livre de Energia) devem estar atentos às possibilidades, vantagens e desvantagens de cada modelo.

Abaixo, explicamos sobre as diferenças entre energia convencional e incentivada.

O que é energia convencional?

De maneira simplista, energia convencional é aquela que não possui incentivos subsidiados pelo governo. Mas existem outros aspectos característicos deste tipo de geração.

A energia convencional é gerada em usinas de maior porte, que podem utilizar fontes renováveis ou não. Os principais recursos dessa modalidade são: usinas hidrelétricas, termelétricas (a gás ou óleo combustível), além de usinas de biomassa. Independentemente da fonte, a potência instalada em usinas de energia convencional é superior a 30 MW (megawatts).

A energia convencional costuma ser mais barata em relação à incentivada, mesmo não apresentando descontos nas tarifas de uso dos sistemas de distribuição. Isso porque é uma modalidade consolidada, especialmente as de fontes hídricas, que representam 60% da matriz energética brasileira.

Dentro das categorias de consumidores estabelecidas pelos órgãos competentes, os chamados consumidores especiais (aqueles que têm demanda inferior a 500 kW) estão impedidos por lei de contratar a energia convencional, limitando-se às incentivadas.

O que é energia incentivada?

A chamada energia incentivada é aquela gerada a partir de fontes renováveis, como fotovoltaica, eólica, biomassa, e também a energia produzida pelas pequenas centrais hidrelétricas (PCH).

A adesão ao uso de energia incentivada é, até o momento, obrigatória aos consumidores especiais com demanda inferior a 500 kW.

Por se tratarem de fontes que dependem de aspectos como incidência de raios solares, força do vento ou chuvas, geralmente esses contratos incluem o uso combinado das fontes. Por exemplo, não é possível ter um sistema 100% solar, uma vez que não há incidência de raios solares no período noturno, mesmo que a geração durante o dia atenda ou supere a demanda da unidade consumidora. Será necessário combinar a energia fotovoltaica com a hídrica, por exemplo.

 

Um dos atrativos para os consumidores que fazem uso de energia incentivada é o fato de, até o presente momento, terem garantidos por lei descontos de 50% a 100% na Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Distribuição (TUSD).

Ônus e bônus

Como qualquer escolha, a definição sobre qual tipo de energia contratar envolve vantagens e desvantagens. É preciso analisar criteriosamente aspectos de consumo, previsibilidade de custos e segurança energética, de forma a garantir continuidade de produção e uso.

A energia incentivada, por exemplo, apesar de ter um custo mais elevado, garante desconto e isenções no TUSD, além de possibilitar que a empresa ou indústria obtenha selos e certificações de práticas sustentáveis, uma vez que faz uso de energia gerada por fontes renováveis. Outro ponto importante é a variação no preço, uma vez que há oscilação entre oferta e demanda.

A escolha pela energia convencional apresenta vantagem pois há presumidamente mais segurança quanto ao atendimento da demanda, além de, em geral, ser mais vantajosa financeiramente. Entretanto este tipo de sistema vai na contramão da tendência global de sustentabilidade e utilização de fontes renováveis.

Gestão

Por isso, é muito importante que, antes de definir o tipo de contratação para fornecimento de energia, o consumidor conte com a assessoria de especialistas, de forma a garantir a melhor relação custo-benefício e assegurar a operação de seu negócio, mitigando riscos e ampliando oportunidades.