Cinco distribuidoras reajustam valor de energia

Reajuste de Preço de Energia - 10/04/2019

Prime Energy
Research

A ANEEL aprovou, no final de março, novas tarifas para cinco distribuidoras de energia elétrica: Cepisa, Eletroacre, Energisa Borborema, Light S.A. e Enel Rio. O reajuste reflete a quitação antecipada da Conta-ACR.

Essa revisão extraordinária considera o abatimento da parcela do empréstimo na Conta de Desenvolvimento Energético – CDE, bem como os ajustes nas parcelas referentes a outras rubricas da CDE.

Rodrigo Limp foi o diretor relator do processo e ressaltou a importância da ANEEL na quitação do empréstimo.

 


Tabelas de reajustes

A Conta ACR era um mecanismo para repassar recursos às distribuidoras para cobrir os custos com exposição involuntária no mercado de curto prazo e o despacho de termelétricas entre fevereiro e dezembro de 2014.A CCEE foi autorizada a contratar operações de crédito com os bancos para criar lastro para a Conta. As operações foram ressarcidas pelos consumidores a partir de novembro de 2015, por meio de encargos na tarifa de energia elétrica que deveriam ir até abril de 2020. Os consumidores pagam, atualmente, R$ 8,4 bilhões/ano (R$ 703 milhões/mês) para amortizar o empréstimo. Esse montante representa 4,9%, em média, nas tarifas dos consumidores do País.

Parte dos pagamentos mensais realizados pelos consumidores é utilizada para pagar credores e parte, alocada em uma conta de reserva, conforme definido no contrato da operação. Em setembro de 2019, o saldo acumulado da conta de reserva será de R$ 7,2 bilhões e o saldo devedor dos empréstimos, de R$ 6,45 bilhões. Portanto, o saldo da reserva será suficiente para pagar antecipadamente a operação.

Para antecipar o pagamento do empréstimo, a proposta elaborada pela ANEEL consiste em usar o saldo da reserva constituído em setembro de 2019 para abater o montante que resta a ser pago. Assim, os consumidores deixarão de realizar os desembolsos mensais para a conta entre outubro de 2019 e abril de 2020. Isso implicará uma redução de R$ 6,4 bilhões nos custos neste ano.

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