Bandeira tarifária gera R$ 6,14 bilhões em 2017

Aneel - 27/02/2018

Prime Energy
Research

Os consumidores pagaram R$ 6,14 bilhões adicionais de energia elétrica em 2017 graças às bandeiras tarifárias, segundo levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O valor arrecadado, entretanto, não foi suficiente para quitar os custos da produção de energia do ano passado, que foi marcado pelo baixo volume de chuvas, a redução do armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas e o consequente acionamento de termelétricas. O déficit na conta da bandeira tarifária foi de R$ 4,4 bilhões e terá de ser pago pelos consumidores em 2018.

O volume arrecadado com as bandeiras em 2017 foi praticamente o dobro do montante acumulado em 2016 (R$ 3,3 bilhões). Em 2015, primeiro ano da cobrança, foram pagos R$ 14,726 bilhões.

 

 

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar o custo da produção de energia no País para os consumidores. O objetivo é incentivar medidas de economia evitando contas de luz mais caras nos momentos em que esse custo está em alta.

O que provoca a elevação do custo de geração é o aumento do uso de termelétricas, que acontece quando os reservatórios das hidrelétricas estão muito baixos.

No ano passado, o volume de chuvas foi menor do que o esperado. O resultado foi a queda no armazenamento de água nas principais hidrelétricas do País. Isso obrigou o governo a acionar mais termelétricas para atender à demanda por energia.

Essa situação aumentou o custo extra de geração que é coberto pelo fundo que recebe os recursos arrecadados pela cobrança da bandeira tarifária. Em outubro, a Aneel informou que as receitas dessa conta estavam bem mais baixas do que as despesas e, por isso, decidiu reajustar os valores cobrados.

A arrecadação de 2017 não foi suficiente para cobrir todos os custos e restou o rombo de R$ 4,4 bilhões. Esse valor acaba sendo pago, nesse primeiro momento, pelas distribuidoras de energia. Mas os consumidores terão que ressarci-las. A cobrança virá por meio do reajuste das tarifas de energia.

O déficit no custo de energia é absorvido pelas distribuidoras, a princípio, mas os consumidores terão que arcar com esses custos e seus juros.

 

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