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A biomassa de cana quebra paradigmas

  • 22/10/2018

A energia produzida pelo bagaço da cana de açúcar é uma alternativa de geração distribuída que pode complementar com as outras energias de fontes limpas como energia solar fotovoltaica e energia eólica.


O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, escreveu um artigo intitulado “A solução 3D para o setor de energia”. Nele, afirma que a disseminação do uso da energia solar vai mudar as noções que temos de produtores e consumidores. Essa nova solução de geração distribuída pode ser entendida como “3D”, em linha com a necessidade de descarbonizar, descentralizar e digitalizar o sistema elétrico nacional.

Os desafios para a difusão de energia solar no Brasil ainda são grandes e o avanço na regulamentação do prosumer, que é produtor e consumidor ao mesmo tempo, é um dos maiores entraves. E é graças a esses entraves que a cana-de-açúcar ganha destaque no segmento elétrico, com o desenvolvimento de unidades autossuficientes em energia.

Em 1987, a Usina São Francisco, em Sertãozinho (SP), foi a primeira a exportar eletricidade de uma fonte 100% renovável (bagaço da cana) para a Companhia Paulista de Força e Luz. Em seguida, vieram as usinas São Martinho, em Pradópolis (SP), e Vale do Rosário, em Morro Agudo (SP).

Esse movimento abriu os caminhos para o protagonismo na matriz elétrica brasileira. Hoje, mais de 200 usinas estão produzindo excedentes de bioeletricidade da cana. Só em 2017, esse setor colocou 21,4 terawatt-hora (TWh) na rede.

A bioeletricidade se encaixa perfeitamente na solução 3D mencionada pelo professor Adriano Pires. A energia elétrica produzida com cana em 2017 evitou a emissão de 7,5 milhões de CO2. Além disso, 89% da geração por biomassa se concentra em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Paraná. Estes submercados concentram 75,5% do consumo nacional. Ou seja, a geração é descentralizada, distribuída e próxima aos grandes centros consumidores do País.

As usinas sucroenergéticas também são as pioneiras na digitalização. Elas trazem a experiência do desenvolvimento de redes inteligentes de distribuição de energia, que são capazes de receber grandes excedentes de suas usinas.

Além disso, a bioeletricidade não é considerada uma fonte intermitente, e sim sazonal, assim como a hidrelétrica. Aproveitar o potencial da bioeletricidade deve ajudar na expansão de fontes intermitentes, como as energias solar e eólica, coirmãs da bioeletricidade em termos de sustentabilidade para o sistema elétrico brasileiro.

Atualmente, o potencial técnico da bioeletricidade sucroenergética para a rede é aproveitado em somente 15% de seu total. Em 2017, essa fonte poderia ter gerado sete vezes mais em comparação ao que foi gerado ou algo como quase quatro Usinas Hidrelétricas de Belo Monte.

Portanto, existem grandes oportunidades para esta fonte abundante nos canaviais brasileiros. Temos de lembrar sempre que, no conjunto de energias renováveis, alternativas, sustentáveis e complementares à hidreletricidade, a biomassa desempenha um papel importante e precisa ser valorizada.

 


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